Dia 12
de Abril:
O céu se
encontrava com nuvens acinzentadas prontas para fazer chover, em uma praça por
perto as pessoas ali com seus filhos se preparavam para deixar o local antes
que a chuva os atingisse.
Porém
uma dupla de jovens, respectivamente um garoto de 16 anos e uma garota de mesma
idade adentravam a praça sem se preocupar com o tempo em si.
O local
além de ter uma vasta área de terra, era arborizado, o ar se fazia presente por
ali, aquela era a cidade de Celadon, o garoto logo correu e com um salto sentou
atrás da estatua de um dos primeiros fundadores da cidade.
“Arthur!
Se os seguranças nos veem sentados aqui, vão pensar que somos desordeiros e
acabar nos punindo” A garota advertiu para o menino que deu de ombros.
“Você se
preocupa demais Yasmin, eles não podem nos prender, não temos idade pra ir pra
prisão” Arthur disse enquanto ficava em pé na estatua.
“Não
estou preocupada com a prisão! Estou preocupada com a minha reputação como
pessoa, diferente de você eu me importo com a minha imagem pública!” Yasmin
gritou enquanto erguia a mão.
Algumas
gotículas de água começaram a molhar o chão, o barulho metálico das gotas se
chocando contra a estatua, Arthur fechou os olhos erguendo mais a cabeça
enquanto sentia a brisa fria açoitar seu rosto, logo a bermuda e a camisa
simples que usava também foram afetadas pela água.
“Droga,
eu não queria ficar toda molhada logo agora...” Yasmin disse enquanto observava
seu amigo.
Embora
ela ainda achasse aquilo desnecessário ergueu a cabeça disfrutando do vento
gelado, enquanto a água deixava a blusa e a saia que vestia molhadas, porém
esse momento de contemplação durou pouco, passos firmes contra o solo logo
chegaram e um dos policiais gritou:
“SEUS
DELINQUENTES! Nem ler sabem? Não viram que está escrita na placa que não pode
tocar, pois é apenas um monumento de contemplação!”
“Embora
você seja bonitinha garota não posso deixar de cumprir a lei, porém prometo que
seu corretivo será menor do que o do garoto ai” O outro disse.
“Merda
Arthur! Eu disse que eles viriam!” Yasmin gritou irritada.
“Você
pode me culpar depois preocupe-se em correr!” Arthur gritou enquanto saltava da
estátua no chão.
Seu pé
deslizou por conta da água acumulada, porém a garota o segurou no braço o pondo
de pé novamente e ambos começaram a correr com os dois policiais os
perseguindo.
As
sapatilhas de Yasmin deslizavam com frequência na água, porém a garota tinha
experiência em patinação e o equilíbrio que a mesma exigia ainda mantinham de
pé.
Arthur
por sua vez era desajeitado e corria se apoiando nas árvores, os policiais não
eram tão diferentes dele o que tornava a perseguição favorável para os dois
adolescentes.
“Eu juro
que te mato se sairmos ilesos dessa vez” Yasmin esbravejou.
“Você
fala como se isso tivesse acontecido muitas vezes” Arthur disse se segurando em
uma árvore e a usando para se impulsionar para frente.
“Porque
aconteceu! Ok somos amigos de infância, mais isso não te dá ao direito de me
arrastar por ai me fazendo ser perseguida pela policia” Yasmin disse e
finalmente deixaram a área da praça entrando em um beco de ruas.
Arthur
começou a arfar, porém os policiais estavam logo atrás então continuou correndo
com a garota, esgueirando-se por becos da periferia de Celadon.
“Mais eu
lembro... que até... um tempo atrás... você gostava, começou a reclamar
agora...” Arthur disse ainda correndo com a garota.
“Não
pense que vão escapar, essa não é a primeira vez que perseguimos adolescentes
seus idiotas!” Um dos policiais gritou.
“Ei não
precisa se empolgar tanto” O outro alertou.
“Faz
tempo que não acontece um crime nessa porra de cidade você quer que eu faça o
que?” O outro rebateu.
Os dois
continuavam correndo até um lugar onde eles sabiam que podiam escapar, ambos se
entreolharam e sorriram, rapidamente deram as mãos, assim como costumavam fazer
quando eram crianças e brincavam de pega-pega com as outras crianças e faziam
de tudo para vencerem.
“É hora
do velho truque que aprendemos pra ganharmos das crianças mais velhas no
pega-pega! Ou melhor como gostamos de chamar: Manobra especial do beco de 4
lados!” Os dois gritaram.
Os
policiais se aproximavam, passariam por um ponto que interligava quatro pontos
da periferia e que ainda funcionava como uma passarela para quem morava nas
favelas de cima, assim que passaram por debaixo da passarela, ambos saltaram
nas paredes escalando rapidamente, pousando na passarela e se abaixando para
que não pudessem ser vistos.
“Droga
aquelas merdas sumiram simplesmente?” Um dos policiais perguntou.
“Não
faço a mínima ideia, mas ainda vamos achar essas pestes” O outro policial
disse.
Ambos
foram embora, e depois de alguns minutos, Arthur e Yasmin saltaram da passarela
e foram em direção as suas casas, fazendo o mesmo caminho porque ambos eram
vizinhos.
Nesse
mesmo caminho, um homem de jaleco branco, calças marrons e sapatos de mesma
cor, porém um pouco gastos, corria pelas ruas com uma caixa em mãos, uma
corrente escapava dos bolsos de sua calça quase saltando para fora dos mesmos.
“N-não...N-não
posso deixar q-que me peguem antes de t-terminar de espalhar isso!” O homem
arfava e gaguejava de pavor, porém não podia parar de correr.
“Ele foi
por aqui!” Um grupo de homens gritava enquanto perseguiam o homem de jaleco.
“Precisamos
pega-lo antes que escape, o mestre nos dará uma promoção!” Outro grito foi
ouvido.
“Droga...eu...eu
não posso falhar agora, estou quase cumprindo o que queria, eu só espero que
eles se deem conta do poder que tem em mãos, e que isso não apareceu para eles
sem motivo!” O homem murmurava para si.
O homem
virou em um beco que dava para uma passarela e embaixo dela havia 4 lados para
seguir, acabou por se chocar com dois jovens levando ambos ao chão.
“Merda!
Já basta ser perseguida injustamente por policiais, estranhos ainda me derrubam
na rua, hoje não tá sendo um dia legal não viu produção?” A garota disse
enquanto se levantava.
“Você
não foi a única, isso tudo aconteceu comigo também” O outro disse.
“Só
tenho um...bom eles vão ter que escolher entre si!” O homem de jaleco pensou e
deixando a caixa no chão disparou correndo sem olhar pra trás.
“Que
homem mais mal educado, nos derruba e vai embora sem falar nada, e ainda
esquece essa caixa, depois as pessoas me chamam de doente mental” Yasmin disse
e sentou em cima da mesma encobrindo o objeto.
Arthur
observou um colar com um formato de uma pokebola e perto dele havia um chip, o
garoto recolheu ambos os objetos quando um grupo de 7 a 9 homens passou
correndo como se estivesse perseguindo alguém não dando a mínima atenção aos
garotos.
“Ei
Yasmin olha, ele deixou cair esse cordão com um formato de pokebola e esse
chip, daquele jogo que todo mundo está falando” Arthur disse mostrando para a
colega.
“A o
pokemon? Aquele jogo que precisa criar monstrinhos como se fossem pets, você
vai evoluindo e precisa comprar chips de novos pokemon pra ter mais ou algo
assim? Eu acho tão fofinho!!” Yasmin
disse enquanto tocava no cordão e no chip que tinha o desenho de um cachorro com
vestes azuis.
“O que
tem na caixa?” Arthur perguntou curioso.
“Eu vou
ver espera” Yasmin disse.
A garota
rapidamente foi em direção a caixa, na tampa estava escrito: POKEDRESS.
Tendo o mesmo colar em formato de
pokebola, porém com um chip de uma criatura com flores atrás da cabeça.
Ambos se
entreolharam confusos, colocaram tudo na caixa e foram para casa discutir sobre
o assunto.
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